| Brasão e Bandeira_descrição e significado
Brasão_escudo de negro, torre de prata aberta de azul, carregada com as cruzes da Ordem dos Templários e da Ordem de Cristo, entre dois pés de milho, frutados e folhados de ouro; em ponta, três tiras de prata e azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «VALHELHAS». Bandeira - esquartelada de amarelo e azul. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro. Parecer emitido em 11 de Outubro de 2000 pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e que foi estabelecido, nos termos da alínea q) do n.º 02 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, sob proposta da Junta de Freguesia de Valhelhas *, em Sessão da Assembleia de Freguesia ** de 23 de Dezembro de 2000, com base no parecer datado de 23 de Outubro de 1935, apresentado por Afonso de Dornelas. Publicado no Diário da República III série, n.º 16, de 19 de Janeiro de 2001 (página 1345). O negro do campo de armas é o esmalte que simboliza a terra e significa firmeza e honestidade. A torre é de prata, assim como as faixas do rio, porque este metal significa humildade e riqueza. Está determinado que os rios sejam representados de prata e de azul; este metal, que foi também indicado para o aberto da torre, significa heraldicamente, zelo, caridade e lealdade. As espigas do milho e as folhas são de ouro, metal que na heráldica significa constância e poder. As cruzes das Ordens são da sua própria cor: vermelho; este metal significa vitórias, ardis, guerras, força e vida. A coroa mural de quatro torres indica a categoria da povoação, pois se aplica em heráldica às vilas. Para as aldeias empregam-se três e para as cidades, cinco.
Segundo um parecer da Associação dos Arqueólogos Portugueses, aprovado em Fevereiro de 1946, as coroas murais são uma revivescência e adaptação feliz das coroas murais romanas, introduzidas na armaria pela heráldica napoleónica. Ali se demonstra que a "Coroa Mural" era concedida pelo General dum exército ao guerreiro que primeiro entrasse numa cidade sitiada e representava a própria cidade murada. Este símbolo - dizia ainda - foi, com muita felicidade, aproveitado pelos organizadores do Código Heráldico de Napoleão para remate dos escudos de armas de cidades e vilas francesas de primeira e segunda classe e, por imitação, foi introduzido na nossa armaria de domínio.
*MEMBROS DA JUNTA DE FREGUESIA (naquela data):
Presidente_Armando Pinto
Secretário_António José Coelho Freire
Tesoureiro_José Manuel Teixeira Marques
**MEMBROS DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA (naquela data):
Presidente_Alípio Gomes Pereira
1.º Secretário_Alberto Jorge Coelho Freire
2.º Secretário_José Carlos Ribeiro Gonçalves
Vogais: João de Jesus Antunes; Vitorino Lopes Ferreira; Rui Manuel Antunes da Rocha; César Luís Castro Duarte
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